sexta-feira, 10 de abril de 2009

ERA UMA VEZ...

Toda história começa com “Era uma vez...”

Nela há a bela donzela que sonha em encontrar seu príncipe encantado e que uma bruxa má, um lobo faminto, um dragão feroz, impede esse encontro, até que o príncipe derrota o vilão, beija a donzela e vivem felizes para sempre.

Ah! Ledo engano de quem pensa em, um dia, encontrar o príncipe encantado. Encontramos sim, muitos sapos que se dizem príncipes que foram enfeitiçados, ou príncipes que no decorrer da relação se transformam em sapos.

Afinal, o que esperar?

Será que existe um final feliz?

Bom, primeiro devemos liquidar o estigma do príncipe. Pensemos e os encaremos como eles são realmente.

Também desmistifiquemos a idéia de “felizes para sempre...”

Podemos ter momentos felizes e também momentos de discórdia. Mas daí a imaginar uma felicidade infinita é pura fábula.

- “Nossa, mas como posso viver sem sonhar?” podem dizer...

Sonhe com os pés no chão.

Não se sinta como um balão inflado por elogios, por idéias de grandeza, por ilusões.

Balões acabam murchando quando não são, também, levados pelo vento.

- “Que pessimismo!”, podem dizer alguns.

- “Que realismo!”, dizem outros.

- “Arruinou com meus sonhos...”, dizem outros tantos.

O que posso dizer é: ame-se, ame-se, ame-se.

Ser amado (a) pelo outro é uma conseqüência natural das coisas, e em me amar, estarei pronto (a) para amar, sem sofrer. Aí então poderei ser feliz por longo tempo.



Vanessa Figuieiredo


domingo, 5 de abril de 2009

PROJETO DE PREFÁCIO


Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

MÁRIO QUINTANA