sexta-feira, 20 de março de 2009

Tempo...


Espelho...
Por que és assim, tão cruelmente verdadeiro?
Por que não mentes uma vez sequer,
E me deixas ver
A beleza perdida no tempo
Tempo...
Outro cruel companheiro...
Onde deixei minha alegria?
Em que momento perdi o rumo, as rédeas
E te deixei fazer de mim
Essa figura que agora desconheço?
Esa imagem que ora se reflete
Não é a imagem que quero
Quero o verdor da juventude
Que agora se esconde por entre os sulcos
Que se formam em meu rosto
Outrora era apenas
A marca do meu eterno sorrir
Hoje marca insistentemente a minha face
Acusando-me do que não quero ser
Ser...
Quem sou?
Em que tempo fiquei?
Tempo...


VFS

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